Archive for the ‘Cultura Conhecimento Madeira Educação’ Category

“500 Anos” edita guia

15 Fevereiro, 2008

13_89695jm.jpgO “Guia dos Monumentos do Funchal” — a quarta obra editada pela Comissão Executiva Funchal 500 Anos— foi ontem lançada no Palácio de São Lourenço.

Coordenada por Diva Freitas, arquitecta e directora dos Serviços de Património da Direcção Regional de Assuntos Culturais (DRAC), esta obra é o resultado de um trabalho de muitos anos que envolveu vários profissionais e que dá a conhecer a riqueza patrimonial da urbe.

Das publicações já editadas no âmbito das comemorações do V.º Centenário da Cidade do Funchal, Pedro Calado considerou o “Guia dos Monumentos do Funchal”como a obra mais importante, esperando que esta tenha utilidade prática, ou seja, que as pessoas visitem os espaços referenciados.

Também João Henrique Silva, director regional dos Assuntos Culturais, em representação de Diva Freitas, sublinhou a importância do livro, ontem lançado, considerando ser«um instrumento de conhecimento e de fruição», um testemunho que a cidade do Funchal é «uma realidade viva e evolutiva.»

Para Monteiro Diniz, representante da República para a Madeira, «um monumento não pertence a uma dada colectividade», dando como exemplos o Mosteiro dos Jerónimos e o Palácio de São Lourenço, que, na sua óptica, «são património da portucalidade».

«Os monumentos não pertencem ao Funchal. Os monumentos e a começar pelo Palácio de São Lourenço são antes de tudo património da portucalidade. Pertencem a todas as gerações portuguesas que estiveram na origem da sua edificação», considerou.

«Podem os madeirenses estar tranquilos, porque enquanto eu for o ocupante inquilino ou o fiel depositário… (referindo-se ao Palácio) eu saberei preservar e conservar e, quando partir, entregá-lo em condições porventura superiores àquelas que encontrei», disse.

«Eu não resido no palácio, ao contrário do que se possa pensar. Eu resido nos anexos, sem condições de verdadeira habitalidade, onde não entra a luz, mesmo em plenos dias de Verão é preciso ter a luz eléctrica acesa», acrescentou Monteiro Diniz.

O “Guia dos Monumentos do Funchal” é o segundo volume da colecção de guias patrimoniais. O primeiro foi, recorde-se, o Guia dos Museus do Funchal, de Francisco Clode. Em Março próximo, serão lançados “Funchal, 500 Anos de História como Cidade”, de Rui Carita, e o “Guia dos Jardins do Funchal”, de Raimundo Quintal.

JM 15/02/2008

Anúncios

Harpa Madeirense

11 Fevereiro, 2008

11_02_2008.jpgObra de Luís de Ornelas Pinto Coelho, que reúne as composições poéticas do autor sobre a Ilha da Madeira, Portugal e Brasil.

A MADEIRA AO DR. PEDRO JÚLIO VIEIRA

Pátria, ao pobre caminheiro
no seu dia derradeiro
da-lhe o jazigo final,

Do oceano entre, as vagas frementes,
onde o ceu mais se tinge de azul,
o eo’as auras suaves, cadentes, vem as
ondas rolando do sul,

tem seu throuo a Madeira, orgulhosa,
ergue a fronte a rainha do mar, o na
escuma das aguas, vaidosa, vae seu
manto de flores banhar.

Nas montanhas, cobertas de relva,
brotam jorros de puro crystal, ha
cardumes de rosas na selva, ha
gorgeios perennes no vali’.

De boninas o campo se veste,
de oiro é o sol, que o espaço allumia,
mil encantos de noite reveste,
o luar, mais formoso que o dia.

Pelas veigas, ridentes, amenas, se
matisa de flores o chão, onde as
moças, nas tardes serenas, v
ão do amor suspirar a canção.

Eis aqui minha terra odorante,
primavera de eterno brilhar, do
occidente qual perla gigante,
engastada na face do mar.

Quem viveu nestes montes agrestes,
quem sonhou seus amores aqui, nunca
olvida os encantos celestes d’este mar,
d’estes bosques, de ti!
(…), in Harpa Madeirense, pp. 5-7

BD – NESOS

5 Fevereiro, 2008

Diário de Notícias da Madeira, de 1916 a 1918.

Ver BD NESOS

– VIEIRA, Alberto, “As Ilhas As Rotas Oceânicas, Os Descobrimentos e o Brasil“, in Seminário Nacional Sobre Ilhas Costeiras e Ilhas Oceânicas: Conceitos, Direitos e Usos (2002), Brasil, 2006, pp. 111-198.

– PIAZZA, Walter Fernando, “A Carreira da Índia Atinge a capitania da Ilha de Santa Catarina?“, in Seminário Nacional Sobre Ilhas Costeiras e Ilhas Oceânicas: Conceitos, Direitos e Usos (2002), Brasil, 2006, pp. 199-204.

– FARIA DE ASSIS, Angelo Adriano, “Cristãos-Novos, Criptojudeus e Inquisição nas Ilhas do Atlântico: Aspectos da resistência judaica e da religiosidade no Mundo Português – séculos XVI-XVII“, in Seminário Nacional Sobre Ilhas Costeiras e Ilhas Oceânicas: Conceitos, Direitos e Usos (2002), Brasil, 2006, pp. 205-218.

– LINS, Hoyédo Nunes, “Insularidades na Economia-Mundo Moderna: Interações entre local e o global“, in Seminário Nacional Sobre Ilhas Costeiras e Ilhas Oceânicas: Conceitos, Direitos e Usos (2002), Brasil, 2006, pp. 219-232.

PINTO COELHO, Luís de Ornelas (1843-1920)

4 Fevereiro, 2008

00_5.jpgNasceu na freguesia de São Pedro do Funchal, a 21 de Fevereiro de 1843. Filho de Joaquim Pinto Coelho e de D. Maria Carlota de Ornelas Pinto Coelho.
Para além de poeta foi jornalista na ilha da Madeira. Desempenhou o cargo de Chefe do Corpo da Polícia Civil, e o de redactor do «Diário de Notícias» do Funchal. Escreveu ainda para «O Povo» e para a «Imprensa Livre».
Esta representado nos espicilégios a «Harpa Madeirense» (1896) e «Flores da madeira» (1899). Publicou ainda as «Folhas Dispersas» (1899) e o folheto em verso, a Reacção e o Progresso. Durante a sua estadia no Brasil, redigiu diversas poesias para o Diário do Grão Pará.
Luís Pinto Coelho teve entre nós o primado da poesia.
Morreu no Funchal a 17 de Março de 1920.
Elucidário Madeirense, vol. III, p. 79.

Fasquias e Ripas da Madeira

28 Janeiro, 2008

Obra de Alberto Artur Sarmento que delegou à história literária da Madeira, Fasquias e Ripas da Madeira, editada em 1951, que aborda várias temáticas do Arquipélago da Madeira, desde “A festança da Tosquia”, “A Festa do Corpo de Deus na Madeira”, “O Apóstolo bravo”, “Nossa Senhora do Calhau”, “O Forte de São Pedro”, “A Espingarda e o Presépio”, “O Menino-Perdido”, “D. Catarina de Bragança Rainha de Inglaterra”, “A Fortaleza do Ilhéu”, “A Fortaleza do Pico” e por último “As Fontes de João Dinis”.

Excerto do “Apóstolo Bravo”, in Fasquias e Ripas da Madeira

“….três enleadas estrofes no Livro IX do seu poema A Insulana, enaltecendo os seus feitos militares:

71
Ao secular gouerno preelegido
Por vezes se verá, tam animoso,
Que o Bastaõ militar, enriquescido
Ficará, com lugar tam venturoso;
Este, com o Bago de ouro engradescido
E o Roquete por peito valeroso,
Hám de mostrar, que nelle tem a Terra
Hieronimo na Paz, Caesar na Guerra.

72
Mostralo há nas prevençõens famosas
De quatro Fortalezas da Cidade,
E nas Costas da Ilha venturosas
Por Marte de taõ alta calidade,
Nos augmentos dos Muros, nas briosas,
Cauas occultas, com sagacidade,
Nos reparos da fera Artilharia
Poluora, balas, & mosquetaria.

73
Em Esquadras nauaens, apercebidas
De atrevidos Soldados Insulanos,
Que arriscando por bem da Pátria, as vidas
Porão em fuga vários Lutheranos,
Salvando pelo Már, as conhescidas
Embarcaçoens, dos vossos Lusitanos,
Que a pezar dos Piratas, & dos Ventos,
Faraõ riquo o Funchal de mantimentos.

Era bem D. Jerónimo um espírito sagaz, tendo na célula nervosa o impulso guerreiro trazido dos antepassados. Numa concepção estratégica aplicada à defesa da Madeira…”

Convidamos o leitor, a folhear o e-book Fasquias e Ripas da Madeira do Tenente-Coronel Alberto Artur Sarmento, que evidenciam vários acontecimentos culturais, sociais, políticos, religiosos e económicos da história do Arquipélago da Madeira, desde o século XV até ao século XIX.

A Questão do Porto do Funchal

25 Janeiro, 2008

porto_funchal.jpgObra de Manuel Pestana Reis e outros, salienta a representação do Ministro do Comércio sobre a questão criada pela concessão dada pela Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal à Companhia das Obras do Porto do Funchal.

Excerto, in A Questão do Porto do Funchal,1926.

“Ex.mo Sr. Ministro do Comércio e Comunicações.
LISBOA

Os abaixo assinados respeitosamente submetem à apreciação de V. Ex.a a exposição seguinte;

Desde Agosto do ano findo que, por diversas formas, tem vindo sendo chamada a atenção do Governo da República para a gravíssima situação criada pela concessão dada pela Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal, em 31 de Outubro de 1925, aprovada por portaria de 27 de Novembro do mesmo ano, da construção e exploração do Porto do Funchal pelo longo prazo de 50 anos, à Companhia das Obras do Porto do Funchal (Madeira), sem que até ao presente uma solução definitiva, tendente a salvaguardar os interesses do Estado e da Madeira, se adoptasse.
Muitas foram já as reclamações subidas até junto dos altos poderes do Estado, nestes últimos dez meses, promanadas dos Corpos Administrativos, Junta Geral do Distrito e Câmara Municipal do Funchal, Deputados e Senadores Drs. Domingos A. Reys Costa, António Cabral, José Varela e João Augusto de Freitas, Guarnição Militar e muitas outras entidades oficiais e particulares desta Ilha. No mesmo espaço de tempo, os jornais desta cidade e do Continente da República debateram a questão com uma unanimidade de vistas e uma insistência significativa da gravidade dos actos irregulares praticados.
Dos jornais que se teem pronunciado contra a concessão nomeiam-se, em especial, Diário de Noticias, do Funchal, A Época, Novidades, Diário de Noticias, Século, Jornal do Comercio e das Colónias, Tarde e O de Aveiro. Entre todos, merece menção especial a série notável de artigos da autoria de Nemo, em A Época.
É manifesto que uma questão que suscita em torno de si a opinião que se acaba de mencionar, não pode passar despercebida aos poderes públicos, nem estes poderão manter-se indefinidamente indiferentes perante ela.
De facto, o último Ministro do Comércio da anterior situação política, Dr. Gaspar de Lemos, algumas providências tomou, como fossem a suspensão de exercício da Junta Autónoma e a nomeação duma Comissão de Inquérito aos actos da mesma.
Infelizmente, essa Comissão nunca chegou a instalar-se. Igualmente foi ordenado pelo mesmo Ministério um inquérito directo, na Madeira, por intermédio do então Governador Civil do Funchal, Engenheiro Santos Mendonça, que se realizou, tendo os Presidentes da Câmara Municipal do Funchal e Junta Geral do Distrito e outros, entre os quais se contam signatários da presente representação, elaborado é apresentado por escrito os seus depoimentos, que, tendo sido enviados ao Ministério do Comércio, aí devem encontrar-se arquivados. Para esses documentos, ousamos chamar a esclarecida atenção de V. Ex.ª Ultimamente, já na vigência da actual situação política, foi nomeado um juiz sindicante aos actos da Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal (…)”

BD – NESOS

23 Janeiro, 2008

– SILVA, Leonardo Dantas, “João Fernandes Vieira e a Guerra da Liberdade Divina” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp. 171-235.

– PIAZZA, Walter, “Jerônimo de Ornellas Um Madeirense no Brasil-Meridional (1690-1771)” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp. 319-338.
– SANTOS, Maria Licínia Fernandes, “Os Madeirenses no Nordeste Brasileiro ” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp.263-277.

– SILVA, José Manuel de Azevedo e, “Os Madeirenses na Amazónia no Tempo do Marquês de Pombal” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp.251-261.

MONIZ, Lourenço José (1789-1857)

17 Janeiro, 2008

saomartinho_page_043.jpgFoi um dos mais distintos madeirenses da primeira metade do século XIX.
Lourenço José Moniz nasceu na freguesia de Santa Maria Maior desta cidade a 10 de Agosto de 1789.
Reconhecendo nele seu tio paterno o padre Filipe Gomes Moniz, cura da Sé Catedral, tomou a seu cargo a educação do seu jovem sobrinho.
Concluídos os estudos preparatórios no Funchal, seguiu para Inglaterra, onde matriculou-se faculdade de medicina da Universidade de Edimburgo.
Foi professor e primeiro director da Escola Medica, cargos que não chegou a exercer por se tornarem incompatíveis com o lugar de deputado e outras comissões de serviço que então desempenhava.
Em 1826, foi eleito deputado pela Madeira, para as cortes que funcionaram de 1826 a 1828.
Exerceu importantes comissões de serviço publico e ainda o cargo de governador civil de Coimbra, vogal do Conselho Ultramarino, membro de varias sociedades cientificas e literárias, etc..
Morreu em Lisboa a 4 de Dezembro de 1857, tendo 68 anos de idade.
Ver mais Elucidário Madeirense, vol. II, pp. 367-368.

Celha.Ilhas – Funchal 500 anos

8 Janeiro, 2008

site.jpgSítio que disponibiliza de forma periódica todo o trabalho desenvolvido pelo CEHA no âmbito do quinto centenário da elevação da vila do Funchal à categoria de Cidade, como dados referentes à História da cidade: edifícios, ruas, acontecimentos, o calendário, textos, livros, etc.

BD – NESOS

28 Dezembro, 2007

Anel do Imperador– GOMES, João dos, O Anel do Imperador (Napoleão e a Madeira), Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1934.

– BARROS, Néli Pereira de, “A Ilha da Madeira e os Deputados do Brasil” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp. 99-137.


– PIAZZA, Walter F., “Madeirenses no Povoamento de Santa Catarina( Brasil) Século XVIII” in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp. 305-318.

– PEREIRA, Nereu do Vale, “A Participação Madeirense na Colonização da Ilha de Santa Catarina“, in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, Funchal, CEHA, 2004, pp. 339-351.

– SANTOS, Maria Licínia Fernandes, “Os Madeirenses no Nordeste Brasileiro“, in A Madeira e o Brasil. Colectânea de Estudos, CEHA, 2004, pp. 263-277.

http://www.nesos.net